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Uma nova iniciativa vai incentivar a comercialização de produtos dos artesãos de todo o país. O governo federal anunciou o investimento de cerca de R$ 28 milhões para fortalecer o artesanato nacional. As medidas estão reunidas em três frentes: estrutura para circulação da produção, modernização do cadastro nacional e qualificação dos artesãos, pilares considerados essenciais para ampliar renda e dar escala ao setor.
O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destaca a importância do investimento diante da função econômica, social e de preservação cultural das peças produzidas à mão.
O artesanato movimenta a economia, gera emprego e renda para milhares de famílias Brasil afora. Esses profissionais retratam a realidade dos territórios e geram renda e cidadania.
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae
Entre as medidas anunciadas, estão o novo Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab) e a entrega de 25 caminhões para apoio à comercialização, 26 veículos administrativos e 52 notebooks às coordenações estaduais, já entregues aos estados.
O pacote inclui ainda a implantação de cinco novos Laboratórios Criativos. Os espaços funcionam como ambientes de formação prática, onde os artesãos podem aprimorar técnicas, desenvolver produtos com maior valor agregado e se conectar a novos mercados.
Crescimento do segmento
Segundo estudo divulgado pelo Sebrae em evento no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab), nos dias 24 e 25 de março, que comemorou o Dia do Artesão, o segmento do artesanato cresceu 26% nos últimos dez anos e, segundo a Pnad, reúne cerca de 1,3 milhão de pessoas em ocupações ligadas ao artesanato.
O estudo inédito, encomendado pelo Sebrae sobre artesanato brasileiro à universidade gaúcha Unisinos, indica que a distribuição dos artesãos no Brasil acompanha, em grande medida, a concentração populacional do país, com destaque para a região Sudeste, que reúne a maior participação, com 43,3% do total. Entre os estados, sobressaem o Ceará (7,0%) e Pernambuco (3,6%).
Prêmio TOP 100
Parceiro histórico do artesanato, o Sebrae também lançou, no evento no Crab, a 6ª edição do Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato, que tem o objetivo de oferecer mais visibilidade e oportunidades de negócios a artesãos de todo o país. As inscrições para a 6ª edição da premiação estão abertas até 30 de abril.
Um dos artesãos premiados na última edição, Miguel de Souza, de Betim (MG), recomenda a participação na premiação. “Mudou a questão da valorização do meu trabalho. Eu não tinha essa consciência antes. Costumo dizer que a porta se abriu para mim depois deste prêmio”, afirma.
Miguel é a terceira geração de artesãos, iniciada com a avó de Miguel, Joana Isabel de Assunção, em Pernambuco, com peças cuja matéria-prima principal é a argila. A linha de trabalho hoje passa pelo folclore mineiro e a religiosidade. O ateliê, além de contribuir para a geração de renda, preserva a memória familiar, as técnicas ancestrais e a tradição cultural passada de geração para geração.
“A partir do Prêmio TOP 100, comecei a ser convidado para ir a eventos em vários estados e, com isso, fui conhecendo lojistas, colecionadores e hoje estou muito bem no mercado com o meu trabalho”, destaca.
Fonte: Agência Sebrae
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